Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
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pperdigao
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Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Tenho uma dúvida sobre a melhor forma de adaptar a instalação elétrica de uma cozinha numa casa com cerca de 20 anos.
A instalação original era para fogão a gás. Atualmente tenho:
1 circuito dedicado ao forno
Disjuntor de 16A
Condutores: 3 × 2,5 mm² (fase, neutro e terra)
Tubagem: VD16
Comprimento aproximado: ~5 m em linha reta, não sei bem por onde vão os tubos
Entretanto substituí o fogão a gás por uma placa de indução. Durante algum tempo ficou tudo ligado ao mesmo circuito, mas naturalmente o disjuntor de 16A dispara quando há utilização simultânea (forno + vários discos da placa).
Estou a tentar melhorar a situação sem abrir roços, e equaciono duas opções:
Opção A
Substituir os condutores por:
2 × 4 mm² (fase e neutro)
1 × 2,5 mm² (terra)
E proteger com disjuntor de 25 A.
Dúvidas:
Será viável passar estes condutores num tubo VD16, mesmo sendo um percurso curto?
Não sei se consigo passar fios tão grossos em VD16 e se 25A não irá aquecer demasiado este tubo.
Opção B
Manter secção de 2,5 mm² e tentar passar:
5 condutores (2 circuitos: forno + placa, com terra comum)
2 disjuntores de 16 A
Dúvidas:
É viável passar 5 condutores de 2,5 mm² em VD16?
O uso de H07Z-K (melhor comportamento térmico) ajuda neste cenário?
Tenho noção de que nenhuma destas soluções é ideal face às recomendações atuais (o correto seria circuitos dedicados em tubagem adequada), mas dentro destas limitações gostava de perceber qual a abordagem mais segura e equilibrada.
No fim colocarei conectores cerâmicos para não haver problemas com temperaturas nas junções.
Agradeço opiniões e experiências práticas.
A instalação original era para fogão a gás. Atualmente tenho:
1 circuito dedicado ao forno
Disjuntor de 16A
Condutores: 3 × 2,5 mm² (fase, neutro e terra)
Tubagem: VD16
Comprimento aproximado: ~5 m em linha reta, não sei bem por onde vão os tubos
Entretanto substituí o fogão a gás por uma placa de indução. Durante algum tempo ficou tudo ligado ao mesmo circuito, mas naturalmente o disjuntor de 16A dispara quando há utilização simultânea (forno + vários discos da placa).
Estou a tentar melhorar a situação sem abrir roços, e equaciono duas opções:
Opção A
Substituir os condutores por:
2 × 4 mm² (fase e neutro)
1 × 2,5 mm² (terra)
E proteger com disjuntor de 25 A.
Dúvidas:
Será viável passar estes condutores num tubo VD16, mesmo sendo um percurso curto?
Não sei se consigo passar fios tão grossos em VD16 e se 25A não irá aquecer demasiado este tubo.
Opção B
Manter secção de 2,5 mm² e tentar passar:
5 condutores (2 circuitos: forno + placa, com terra comum)
2 disjuntores de 16 A
Dúvidas:
É viável passar 5 condutores de 2,5 mm² em VD16?
O uso de H07Z-K (melhor comportamento térmico) ajuda neste cenário?
Tenho noção de que nenhuma destas soluções é ideal face às recomendações atuais (o correto seria circuitos dedicados em tubagem adequada), mas dentro destas limitações gostava de perceber qual a abordagem mais segura e equilibrada.
No fim colocarei conectores cerâmicos para não haver problemas com temperaturas nas junções.
Agradeço opiniões e experiências práticas.
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Josecalado
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Boa tarde,
Deduzindo que a alimentação da instalação é monofásica, e que dispõe de potência para a utilização simultânea dos dois circuitos, na minha opinião o que será mais seguro e funcional nas circunstãncias que descreve, será a alimentação em 2X2,5mm2+2X2,5mm2 + T com proteção a 16A para cada circuito, a probalidade de aquecimento nos condutores não terá significado porque se for ultrapassada a In (16A) o disjuntor fará a interrupção do circuito.
Deduzindo que a alimentação da instalação é monofásica, e que dispõe de potência para a utilização simultânea dos dois circuitos, na minha opinião o que será mais seguro e funcional nas circunstãncias que descreve, será a alimentação em 2X2,5mm2+2X2,5mm2 + T com proteção a 16A para cada circuito, a probalidade de aquecimento nos condutores não terá significado porque se for ultrapassada a In (16A) o disjuntor fará a interrupção do circuito.
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pperdigao
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Agradecido a resposta.
Sim, é monofasica 6.9kVA.
É possível que comece a mandar o geral abaixo mais vezes, mas pelo menos dá-nos mais margem para usar o forno e o fogão (que precisa de ter vários bicos no máximo para chegar a 16A). Qualquer solução é melhor que o que está agora
Sim, é monofasica 6.9kVA.
É possível que comece a mandar o geral abaixo mais vezes, mas pelo menos dá-nos mais margem para usar o forno e o fogão (que precisa de ter vários bicos no máximo para chegar a 16A). Qualquer solução é melhor que o que está agora
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pperdigao
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Parece-me que o Josecalado diz que "nas circunstâncias que descrevo", portanto são 5 fios de 2.5mm num tubo VD16.
Mesmo usando um fator de agrupamento de 0.8 dá-me uma corrente máxima de 16.8A, fica corretamente protegido pelo disjuntor de 16A
Mesmo usando um fator de agrupamento de 0.8 dá-me uma corrente máxima de 16.8A, fica corretamente protegido pelo disjuntor de 16A
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ohmico
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Boas,pperdigao Escreveu: 01 abr 2026, 17:27 Parece-me que o Josecalado diz que "nas circunstâncias que descrevo", portanto são 5 fios de 2.5mm num tubo VD16.
Mesmo usando um fator de agrupamento de 0.8 dá-me uma corrente máxima de 16.8A, fica corretamente protegido pelo disjuntor de 16A
Circuitos monofásicos protegidos por disjuntores independentes não podem ser enfiados no mesmo tubo.
Ohmico
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pperdigao
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Outra opção que tenho é ter condutores paralelos no mesmo circuito. Ter na mesma 5 condutores de 2.5mm, mas ligá-los no disjuntor de 25A e ligá-los no mesmo ponto para ligar o fogão e forno. É seguro?
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amoreira
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Boas,
O disjuntor de 25A não protege os condutores de 2,5mm.
Uma forma de mitigar o "problema" dos 2 circuitos na mesma tubagem é colocares uma patilha de união entre os dois disjuntores, assim quando um disparar o outro dispara também de "forma solidária" .
O disjuntor de 25A não protege os condutores de 2,5mm.
Uma forma de mitigar o "problema" dos 2 circuitos na mesma tubagem é colocares uma patilha de união entre os dois disjuntores, assim quando um disparar o outro dispara também de "forma solidária" .
Não tem Permissão para ver os ficheiros anexados nesta mensagem.
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Coldhx
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Porque não fazer 1 circuito com 2x4mm² + 1x2.5mm² com disjuntor de 25A e está feito?
Penso que RTIEBT diz que até 6mm² a terra deve ter a mesma secção da fase, mas se não houver espaço no tubo é o mal menor.
Penso que RTIEBT diz que até 6mm² a terra deve ter a mesma secção da fase, mas se não houver espaço no tubo é o mal menor.
O risco de fazer isto é que se um dos condutores falha, o condutor que sobra fica potencialmente a segurar a corrente toda. Ou seja pode resultar em 25A a passar núm único condutor de 2.5mm².pperdigao Escreveu: 07 abr 2026, 14:16 Ter na mesma 5 condutores de 2.5mm, mas ligá-los no disjuntor de 25A e ligá-los no mesmo ponto
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ohmico
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Boas,amoreira Escreveu: 07 abr 2026, 15:26 Boas,
O disjuntor de 25A não protege os condutores de 2,5mm.
Uma forma de mitigar o "problema" dos 2 circuitos na mesma tubagem é colocares uma patilha de união entre os dois disjuntores, assim quando um disparar o outro dispara também de "forma solidária" .
e o neutro?
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Faço a questão porque me poderá ser util também no futuro.ohmico Escreveu: 08 abr 2026, 12:19Boas,amoreira Escreveu: 07 abr 2026, 15:26 Boas,
O disjuntor de 25A não protege os condutores de 2,5mm.
Uma forma de mitigar o "problema" dos 2 circuitos na mesma tubagem é colocares uma patilha de união entre os dois disjuntores, assim quando um disparar o outro dispara também de "forma solidária" .
e o neutro?
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Se fossem usados dois disjuntores 1p+n com patilha de união, ficaria resolvido?
Assim os condutores estariam individualmente protegidos, e a falha de um dos condutores resultaria na desconexão total do circuito.
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helioneves
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
[ perdoem a minha ignorância ] "fator de agrupamento" tem alguma coisa a ver com "coeficiente de simultaneidade" ?pperdigao Escreveu: 01 abr 2026, 17:27 Parece-me que o Josecalado diz que "nas circunstâncias que descrevo", portanto são 5 fios de 2.5mm num tubo VD16.
Mesmo usando um fator de agrupamento de 0.8 dá-me uma corrente máxima de 16.8A, fica corretamente protegido pelo disjuntor de 16A
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
O "fator de agrupamento" refere-se à instalação fisica dos condutores, e é aplicado quando vários circuitos partilham o mesmo duto (calha, tubo, etc).helioneves Escreveu: 10 abr 2026, 10:16[ perdoem a minha ignorância ] "fator de agrupamento" tem alguma coisa a ver com "coeficiente de simultaneidade" ?pperdigao Escreveu: 01 abr 2026, 17:27 Parece-me que o Josecalado diz que "nas circunstâncias que descrevo", portanto são 5 fios de 2.5mm num tubo VD16.
Mesmo usando um fator de agrupamento de 0.8 dá-me uma corrente máxima de 16.8A, fica corretamente protegido pelo disjuntor de 16A![]()
Por exemplo, 2 circuitos a passar no mesmo vd16 vão aquecer mais o tubo do que apenas 1 circuito, logo tem de se reduzir a corrente máxima que cada circuito pode suportar.
O "coeficiente de simultaneidade" é quase o contrário: permite-nos subdimensionar a infraestrutura, porque não é expectável que todos os circuitos puxem a corrente máxima ao mesmo tempo.
Por exemplo, um prédio com 10 apartamentos com 6.9kva cada deveria ser alimentado por uma fonte que suportasse 10 * 6.9 = 69kva. Mas é altamente improvavel que todos os inquilinos utilizem 6.9kva ao mesmo tempo, então aplica-se um coeficiente de simultaneidade (vamos imaginar .5) que resulta em 10 * 6.9 * .5 = 34.5kva. Assim o custo economico da infraestrutura fica mais aproximado à utlização real.
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
Boas,Coldhx Escreveu: 09 abr 2026, 13:01Faço a questão porque me poderá ser util também no futuro.ohmico Escreveu: 08 abr 2026, 12:19Boas,amoreira Escreveu: 07 abr 2026, 15:26 Boas,
O disjuntor de 25A não protege os condutores de 2,5mm.
Uma forma de mitigar o "problema" dos 2 circuitos na mesma tubagem é colocares uma patilha de união entre os dois disjuntores, assim quando um disparar o outro dispara também de "forma solidária" .
e o neutro?
Ohmico
Se fossem usados dois disjuntores 1p+n com patilha de união, ficaria resolvido?
Assim os condutores estariam individualmente protegidos, e a falha de um dos condutores resultaria na desconexão total do circuito.
continua a estar mal.
Não pode instalar, no mesmo tubo, dois condutores da mesma fase (R;S ou T) alimentados por disjuntores diferentes.
A solução da patilha usada, nessa situação, também não é regulamentar porque é insegura.
Se não quer estragar a parede só tem a solução da calha.
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Re: Como alimentar placa de indução sem refazer instalação?
[ se bem me lembro, existem tabelas com limites máximos de condutores - em função da secção deles - por dimensão da canalização onde estão ; não só se prende com questões de ordem prática, como a facilidade de enfiamento dos condutores na canalização, como a segurança "mecânica" do isolamento dos condutores com o aquecimento destes - a frio, o isolamento não se "belisca" mesmo que os cabos estejam pressionados uns contra os outros, mas ao aquecerem, a pressão entre eles compromete a integridade do isolamento ( fica mais mole )... ]Coldhx Escreveu: 10 abr 2026, 11:27O "fator de agrupamento" refere-se à instalação fisica dos condutores, e é aplicado quando vários circuitos partilham o mesmo duto (calha, tubo, etc).helioneves Escreveu: 10 abr 2026, 10:16[ perdoem a minha ignorância ] "fator de agrupamento" tem alguma coisa a ver com "coeficiente de simultaneidade" ?pperdigao Escreveu: 01 abr 2026, 17:27 Parece-me que o Josecalado diz que "nas circunstâncias que descrevo", portanto são 5 fios de 2.5mm num tubo VD16.
Mesmo usando um fator de agrupamento de 0.8 dá-me uma corrente máxima de 16.8A, fica corretamente protegido pelo disjuntor de 16A![]()
Por exemplo, 2 circuitos a passar no mesmo vd16 vão aquecer mais o tubo do que apenas 1 circuito, logo tem de se reduzir a corrente máxima que cada circuito pode suportar.
O "coeficiente de simultaneidade" é quase o contrário: permite-nos subdimensionar a infraestrutura, porque não é expectável que todos os circuitos puxem a corrente máxima ao mesmo tempo.
Por exemplo, um prédio com 10 apartamentos com 6.9kva cada deveria ser alimentado por uma fonte que suportasse 10 * 6.9 = 69kva. Mas é altamente improvavel que todos os inquilinos utilizem 6.9kva ao mesmo tempo, então aplica-se um coeficiente de simultaneidade (vamos imaginar .5) que resulta em 10 * 6.9 * .5 = 34.5kva. Assim o custo economico da infraestrutura fica mais aproximado à utlização real.
Depois de ler o que escreveu, fico com a ideia que, se por um lado, pode-se [ como você disse ] "subdimensionar" o circuito "mais a montante", pois não será expectável que todos os receptores estejam ligados simultaneamente, por outro lado, deve-se "sobredimensionar" esse mesmo circuito, pois a ideia é reduzir as perdas por efeito de Joule nos condutores ( para a situação em que justamente mais aparelhos poderão estar ligados )... posto isto, em que é que ficamos, qual é o critério a seguir?
Lembrei-me de uma coisa; sobredimensionar a instalação deixa [ algum ] espaço para um posterior pedido de aumento de potencia à rede