Quando eu escrevi "potencia instalada", referia-me à instalação global...
{ peço desculpa, afinal, o lapso foi meu... }
Valores para diferenciais 30ma ou 300ma?
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helioneves
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Re: Valores para diferenciais 30ma ou 300ma?
Neste momento o quadro está assim:
Sem o "disjuntor da edp", tem o contador digital no exterior.
Entrada por um interruptor 2p
DF 300ma para iluminação e tomadas
DF 30ma para termoacumulador no wc
DF 30ma para o exterior
Sem o "disjuntor da edp", tem o contador digital no exterior.
Entrada por um interruptor 2p
DF 300ma para iluminação e tomadas
DF 30ma para termoacumulador no wc
DF 30ma para o exterior
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TiagoMatos
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Re: Valores para diferenciais 30ma ou 300ma?
É isto basicamente.ohmico Escreveu: 14 abr 2026, 13:11 Boas,
Na minha opinião, no que diz respeito à protecção residual diferencial, na área do projecto, não cabe a análise dos efeitos sobre a saúde mas sim o cumprimento do que se encontra regulamentado.
Para isso, será útil dar uma vista de olhos às RTIEBT:
701.53.06 No volume 3, com excepção do volume situado acima do volume 2 e até 3m, são
permitidos as tomadas, os interruptores(4) e outra aparelhagem desde que sejam:
a) alimentados individualmente por meio de um transformador de separação (veja-se 413.5.1);
b) alimentados a uma tensão reduzida de segurança (veja-se 411.1);
c) protegidos por meio de um dispositivo diferencial de corrente diferencial estipulada I∆n não
superior a 30 mA;
701.53.07 No volume exterior as tomadas são permitidas, desde que sejam alimentadas nas
condições indicadas na secção 701.53.06.
801.5.4.1 Protecção contra o incêndio
Em locais de habitação, a protecção contra os riscos de incêndio pode ser garantida pelos
dispositivos diferenciais usados na protecção contra os contactos indirectos, desde que estes
tenham uma corrente diferencial estipulada I∆n ≤ 0,5 A.
801.5.6 Aplicação das medidas de protecção contra os contactos indirectos
801.5.6.1 Quando a instalação for alimentada por uma rede de distribuição em baixa tensão e
for protegida, na sua origem, por um disjuntor de entrada que inclua a função diferencial, a
resistência global de terra à qual estão ligadas as massas da instalação deve ser inferior a
100 Ω.
Quando não for possível obter valores de resistência de terra inferiores a 100 Ω, a instalação
eléctrica deve ser protegida por meio de dispositivos diferenciais de valor de corrente estipulada
adequada ao valor da resistência de terra efectiva, tendo em conta as eventuais variações
sazonais.
Nota: O valor de 100 Ω foi calculado para disjuntores de entrada de corrente diferencial estipulada
I∆n
801.5.9 Dispositivos de protecção contra os contactos indirectos por corte
automático da alimentação
Ohmico
Acrescento (em jeito de resumo) só que a sensibilidade escolhida do dispositivo diferencial depende essencialmente do valor da resistência de Terra e da Tensão de contacto que pode ser de 50 ou 25 V, dependendo da situação. Estas situações estão previstas nas RTIEBT, tal como o colega que cito demonstrou algumas.
A título de exemplo cito aqui uma parte de uma Memória Descritiva de um Projecto meu, para uma instalação que já tinha a respectiva Terra instalada e que tive de medir antes de proceder ao mesmo. Esta instalação depois teve de ser inspeccionada e foi certificada.
"Destas medições resultaram os seguintes valores em relação ao posicionamento do electrodo
auxiliar de tensão:
• Posição inicial: 41,6 Ω;
• Posição inicial -1 metro: 41,6 Ω;
• Posição inicial +1metro: 41,8 Ω;
Com os valores obtidos, conclui-se que foi possível efectuar a medição na zona linear correspondente ao
valor de terra em função da distância, o que valida a medição. Os valores também permitem concluir que a
uma tensão de contacto de 50 V, o valor de corrente é sensivelmente de 1,2 A , o que valida os valores
escolhidos para os aparelhos de corte automático por corrente residual. "
O que aqui refiro pode ser encontrado no Quadro 53G das RTIEBT, que faz a relação das correntes diferenciais com os valores máximos de Terra.
Após esta noção global, depois procede-se aos vários casos concretos que possam ser mais exigentes, como alguns que foram elencados pelo colega como exemplo.
Todavia, é muitas vezes "chapa cinco" a utilização de diferenciais de 300 mA ou 30 mA. Desde que a situação o permita (valor de terra+tensão de contacto+situação/local especifico) a utilização de diferenciais de 300 mA é permitida para circuitos de tomadas. Apesar disso, não me choca nada uma maior cautela em aplicar os 30 mA para circuitos de tomadas como "regra de Boa Arte".
Equipamentos com classe II de isolamento dispensam a utilização de dispositivos diferenciais.
Como nota final, a utilização destes equipamentos também depende do esquema de ligação à Terra. Por exemplo no regime TN-C, não se utiliza diferenciais! Mas isto já outro número de obra que acho que não vale a pena aprofundar agora neste tópico.
Espero ter ajudado.
Com os melhores cumprimentos,
Tiago Matos
Engenharia de Energia e Sistemas de Potência
OET – 30736
TRIESP DGEG – 87110
TRSCIE ANEPC
Tiago Matos
Engenharia de Energia e Sistemas de Potência
OET – 30736
TRIESP DGEG – 87110
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