boa tarde.
Tenho nos próximos dias de fazer um drop in de um equipamento que trabalha a r- 22 que neste momento esta sem fluido.
As poucas vezes que fiz isto foi com o r-417a para pequenos equipamentos e o r-422d para equipamentos de maiores dimensões.
Pela minha experiência ate hoje tive apenas um problema numa maquina onde fiz o drop- in (vrv a 3 tubos,os dois compressores foram a vida, não na mesma altura mas dado o historial do equipamento em si leva-me a crer que foi outra causa ) como foi um em oito maquinas e com o historial como referi da mesma era diferente foi arranjado e a quatro anos que trabalha sem problemas de maior (esta instalado num edifício de escritórios por isso trabalha pelo menos 12 horas por dia 5 dias por semana.
Quando esta avaria apareceu pedi para comprar o r-417a mas na loja onde o sitio onde o compro não o vendem foi sugerido o r-417b, como não o tinha nas aplicações de fluidos ou nas réguas normais fui tentar saber mais sobre esta alternativa parece parecido com os dois só que o GWP mais baixo (1500).
Gostaria de saber qual é que usam normalmente e se também teem passado por estas mudanças de alternativas.
Obrigado.
Abraço.
drop in r22
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Re: drop in r22
Boas
Vê na marca dos Vrvs, qual aconselham, se for possível o "R407C".
Cump.
Mário
Vê na marca dos Vrvs, qual aconselham, se for possível o "R407C".
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Re: drop in r22
Boas.
O problema com máquinas desse género "VRV" está no glide do fluido ... R22 era 0.
Atualmente no mercado as alternativas não são muito favoráveis nos drop-in diretos vs eficiência dos sistemas, pois chegam apresentar quedas nos 30%. Já colei para aqui um print não sei em qual tópico de estudo comparativo ...
Até à data e que tenha conhecimento só o que chega mais perto é o 422D, mas o funcionamento dos sistemas ficam muito instáveis principalmente em sistemas com volume de refrigerante variável.
Resumindo, e IHMO tempo de vida útil já passou, novo é a solução.
CumpS!
EdiT:
Encontrei aqui no PC:
Ver a fonte.
O problema com máquinas desse género "VRV" está no glide do fluido ... R22 era 0.

Atualmente no mercado as alternativas não são muito favoráveis nos drop-in diretos vs eficiência dos sistemas, pois chegam apresentar quedas nos 30%. Já colei para aqui um print não sei em qual tópico de estudo comparativo ...
Até à data e que tenha conhecimento só o que chega mais perto é o 422D, mas o funcionamento dos sistemas ficam muito instáveis principalmente em sistemas com volume de refrigerante variável.
Resumindo, e IHMO tempo de vida útil já passou, novo é a solução.

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Re: drop in r22
Boa tarde,
É sabido que as operações de drop-in de R-22 são sempre operações de risco e não podem ser aplicadas em todas as situações. Por exemplo para evaporadores inundados ou compressores centrífugos não é possível. Em primeiro lugar é preciso verificar se a máquina em causa pode utilizar um fluido com um "glide" grande (superior a 3 ou 4ºC), como é o caso dos fluidos desenvolvidos para substituição do R22 por drop-in.
O R417B é bastante semelhante ao R417A, tem os mesmos constituintes mas em percentagem diferente, enquanto que o R417A é fabricado e vendido pela Dupont como ISCEON MO59, o R417B era fabricado pela Solvay como Solkane 22L, actualmente é fabricado pela Daikin porque esta marca comprou a operação da Solvay em fluidos frigorigéneos na Europa. Este fluido tem um GWP (ou PAG) superior ao do R417A (2920) e não inferior como lhe disseram. O R417B (SOLKANE 22L) acaba por ter uma produção frigorífica ligeiramente superior ao R417A mas com consumos e pressões também um pouquinho superiores.
Se quiser saber as características deste (e doutros fluidos) pode ir ao Google Play ou à App Store e descarregar as aplicações para telemóvel Android ou IOS, com o nome SOLKANE.
Por outro lado e independentemente do fluido que considerar terá que tomar todos os cuidados habituais nas operações de retrofit com todas as juntas antigas existentes, que com facilidade podem passar a ter fuga (válvulas eléctricas, válvulas de segurança, placas de terminais dos compressores, visores, etc. etc.).
Bom trabalho e boa sorte,
Cmpts,
É sabido que as operações de drop-in de R-22 são sempre operações de risco e não podem ser aplicadas em todas as situações. Por exemplo para evaporadores inundados ou compressores centrífugos não é possível. Em primeiro lugar é preciso verificar se a máquina em causa pode utilizar um fluido com um "glide" grande (superior a 3 ou 4ºC), como é o caso dos fluidos desenvolvidos para substituição do R22 por drop-in.
O R417B é bastante semelhante ao R417A, tem os mesmos constituintes mas em percentagem diferente, enquanto que o R417A é fabricado e vendido pela Dupont como ISCEON MO59, o R417B era fabricado pela Solvay como Solkane 22L, actualmente é fabricado pela Daikin porque esta marca comprou a operação da Solvay em fluidos frigorigéneos na Europa. Este fluido tem um GWP (ou PAG) superior ao do R417A (2920) e não inferior como lhe disseram. O R417B (SOLKANE 22L) acaba por ter uma produção frigorífica ligeiramente superior ao R417A mas com consumos e pressões também um pouquinho superiores.
Se quiser saber as características deste (e doutros fluidos) pode ir ao Google Play ou à App Store e descarregar as aplicações para telemóvel Android ou IOS, com o nome SOLKANE.
Por outro lado e independentemente do fluido que considerar terá que tomar todos os cuidados habituais nas operações de retrofit com todas as juntas antigas existentes, que com facilidade podem passar a ter fuga (válvulas eléctricas, válvulas de segurança, placas de terminais dos compressores, visores, etc. etc.).
Bom trabalho e boa sorte,
Cmpts,
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Re: drop in r22
obrigado pelas dicas.
Sim, o ideal é sempre equipamento novo e faço um forcing nessa perspectivava, quando é um trabalho assim o cliente recebe um documento onde é explicado que é um trabalho sem garantia.
Quando os colegas falam no aumento do glide pergunto se o mesmo é diferente por causa do r-22 ser um fluido puro e as alternativas misturas?
Sim, o ideal é sempre equipamento novo e faço um forcing nessa perspectivava, quando é um trabalho assim o cliente recebe um documento onde é explicado que é um trabalho sem garantia.
Quando os colegas falam no aumento do glide pergunto se o mesmo é diferente por causa do r-22 ser um fluido puro e as alternativas misturas?
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Re: drop in r22
Boas.JMCOUTO20 Escreveu: Quando os colegas falam no aumento do glide pergunto se o mesmo é diferente por causa do r-22 ser um fluido puro e as alternativas misturas?
Nada que agradecer, e sim como expliquei no meu post anterior, o glide ou o deslizamento do fluido é diferente entre puros e misturas pois no puro a mudança de fase da-se à mesma temperatura e nas misturas não. Isto referindo os que estão em discussão neste tópico ...
CumpS!
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Re: drop in r22
Ora vivam,Quando os colegas falam no aumento do glide pergunto se o mesmo é diferente por causa do r-22 ser um fluido puro e as alternativas misturas?
Como referido, os fluidos puros, se a pressão se mantiver mudam de fase à mesma temperatura. Já nas misturas a situação é mais complexa, há uns que se comportam como fluidos puros, chamam-se azeotrópicos, há outros em que, quando a pressão se mantém durante a evaporação, a temperatura vai mudando, chamam-se zeotrópicos ou não azeotrópicos. Em termos de designação os primeiros identificam-se (segundo as regras ISO/ASHRAE) com R4xx, os segundos com R5xx. Por exemplo o R417A é não azeotrópico (tem glide), enquanto que o R507C é azeotrópico (não tem glide).
Espero ter esclarecido.
Cumpts,