Instalação Eléctrica (Principio Básico)

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Instalação Eléctrica(Principio Básico)

 

Uma instalação eléctrica é um sistema físico, constituído por uma combinação de circuitos, com origem num quadro eléctrico de distribuição, com vista à satisfação das necessidades de utilização da energia eléctrica num dado local (habitação, escritórios, lojas, etc.).

Um circuito é uma parte da instalação constituído por aparelhos de utilização, aparelhos de comando, aparelhos de protecção e fios condutores que os interligam. Assim, um circuito de iluminação compreende: aparelho de protecção (disjuntor), aparelhos de comando (interruptores, comutadores de lustre, etc.), aparelhos de iluminação (apliques, lustres, armaduras de iluminação fluorescente, etc.) e fios condutores.

As instalações eléctricas são concebidas e realizadas, tendo em conta o Regulamento de Segurança das Instalações de Utilização de Energia Eléctrica, normas do sector e prescrições técnicas dos fabricantes de material eléctrico.

Nestes locais, as instalações são alimentadas em baixa tensão (corrente alternada com frequência de 50Hz):

  • 230 V para instalações monofásicas;

  • 230/400 V para as instalações trifásicas;

  • podemos encontrar ainda alimentações a tensão reduzida (< 50 V) - 12 V ou 24 V nas instalações de sinalização ou comando.

 

Protecção das Pessoas e das Instalações Eléctricas

A utilização da energia eléctrica envolve riscos diversos na sua utilização, por isso devem as instalações eléctricas ser concebidas e montadas de forma a minimizá-los.

 

Contactos directos e indirectos

Estamos na presença de um contacto directo, quando um indivíduo, por qualquer razão, toca numa parte activa de um circuito que esteja sob tensão, isto é, toca num elemento condutor de um circuito.

Esta situação ocorre quando, por exemplo: uma pessoa trabalha num circuito e este é colocado sob tensão; uma criança introduz um objecto metálico numa tomada de corrente; ou um indivíduo ao abrir um furo numa parede com um berbequim eléctrico atinge a canalização eléctrica.

Um contacto indirecto é fruto de defeitos de isolamento que, por vezes, aparecem nos aparelhos e equipamentos eléctricos, devido ao uso e envelhecimento. Dá-se quando uma pessoa toca um invólucro metálico de uma máquina eléctrica que acidentalmente fique sob tensão por anomalia do isolamento.

Protecção diferencial

 

Função dos dispositivos diferenciais

Os dispositivos diferenciais permitem a protecção das pessoas relativamente aos contactos directos e indirectos. Detectam as correntes de defeito à terra que eventualmente possam surgir nalgum ponto da instalação eléctrica, assegurando a abertura do circuito.

 

Princípio da protecção diferencial

Um dispositivo diferencial é composto por um transformador toroidal, composto por dois enrolamentos de potência iguais (se for monofásico), por onde circulam as correntes da fase e do neutro, respectivamente, e um enrolamento secundário para alimentação de um relé.
  1. contactos de potência
  2. Encravamento mecânico
  3. Botão de rearme
  4. Toroide magnético
  5. Bobinas (enrolamento) de potência
  6. Bobina de detecção
  7. Relé de detecção
  8. Botão e resistência de teste
Enquanto as correntes da fase e do neutro forem iguais, os campos magnéticos por elas criado também é igual, mas de sentido contrário, anulando-se, não induzindo qualquer corrente no enrolamento secundário. Se houver um defeito IF, as correntes da fase e do neutro têm valores diferentes, dando origem a um campo magnético não nulo, que induz uma corrente no enrolamento secundário, provocando o accionamento do relé de detecção e, consequentemente, a abertura o circuito.

Tipos de dispositivos com protecção diferencial

Interruptor diferencial assegura exclusivamente a protecção contra correntes de defeito.

A- Função interruptor

B - Função diferencial

Disjuntor diferencial assegura cumulativamente a protecção contra correntes de defeito com a protecção contra curto-circuito e sobrecarga.

A - Função disjuntor térmico e magnético

B - Função diferencial

 

Protecção contra curto-circuito e sobrecarga

 

Função dos dispositivos de protecção contra curto-circuito e sobrecarga

Os dispositivos de protecção contra curto-circuito e sobrecarga permitem a protecção das instalações eléctricas. Detectam a ocorrência de curto-circuito ou sobrecarga que eventualmente possa surgir nalgum ponto da instalação eléctrica, assegurando a abertura automática do circuito.

Tipos e princípio de funcionamento dos dispositivos de protecção contra curto-circuito e sobrecarga

 

Corta-circuito fusível

Os fusíveis são constituídos por um fio calibrado, que se fundirá quando se ultrapassa um valor determinado da intensidade da corrente eléctrica (intensidade nominal ou calibre - IN). Esta situação ocorre quando se dá um curto-circuito ou sobrecarga, interrompendo desta forma a alimentação do circuito, protegendo-o.

A partir de IN, quanto maior for a corrente, mais rapidamente se funde o fusível.

Fusível

Seccionador Fusível

 

 

Disjuntor magneto-térmico

Os dijuntores são constituídos por dois relés, um térmico e outro magnético, que provocam a abertura do circuito quando se ultrapassa o valor da intensidade da corrente correspondente ao respectivo calibre.

 

 

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