Comunidade de Eletricidade
OPERADORA CRIA SHORT CAPAZ DE CARREGAR CELULAR COM ENERGIA DO MOVIMENTO
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- Publicado em 18 junho 2013
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Uma operadora de telefonia móvel britânica parece ter encontrado uma solução um tanto estranha para carregar celulares.
Durante o festival de música de Glastonbury, no Reino Unido, que acontece no final deste mês, a operadora Vodafone promete apresentar o Power Shorts, uma peça de roupa que é capaz de carregar um aparelho celular enquanto o usuário anda ou dança. A criação é fruto de uma parceria entre a empresa de telecomunicações e o departamento de eletrônica e ciência da computação da Universidade de Southampton.
O tecido inteligente, que possui módulos termoelétricos, utiliza de um conceito conhecido na física como efeito Seebeck, que produz tensão elétrica. Um dia inteiro de caminhada pode dar ao aparelho carga extra de quatro horas.
A empresa também irá apresentar um saco de dormir capaz de carregar celulares. O sistema é semelhante ao do Power Shorts. Um sono de oito horas pode acrescentar 11 horas de bateria ao aparelho celular.
Segundo a empresa, o objetivo dos produtos é manter o público do festival conversando, mandando mensagem de texto, navegando na internet e fotografando.
O festival de Glastonbury, que está com os ingressos esgotados desde outubro de 2012, é um dos mais importantes de música pop do verão europeu.
Aumento do acesso à eletricidade segue ritmo lento, critica Banco Mundial
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- Publicado em 09 junho 2013
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Cerca de 1,2 bilhão de pessoas não têm acesso à eletricidade. No Brasil, luz chega para 98% da população. Meta da ONU é garantir acesso universal até 2030. Banco Mundial aponta que mudanças acontecem devagar demais.
Até 2030, todos os habitantes do planeta devem ter acesso à eletricidade e a participação das fontes renováveis no total de energia produzida deve dobrar. Esse é o obejtivo estabelecido pelas Nações Unidas e Banco Mundial. Uma meta inalcansável se as mudanças seguirem no ritmo atual, avaliou o próprio Banco Mundial em um estudo publicado nesta terça-feira, (28/05), em Viena.
Nos últimos 20 anos, cerca de 1,7 bilhão de pessoas receberam pela primeira vez acesso à rede elétrica. Ainda assim, aproximadamente 1,2 bilhão ainda vivem sem eletricidade – quase a população da Índia. Ao mesmo tempo, a população mundial aumentou em 1,6 bilhão nas últimas duas décadas. Para alcançar a meta, é preciso dobrar a velocidade de conexão às redes distribuidoras dos que vivem no escuro.
No Brasil, segundo o Banco Mundial, a eletricidade chega para 98,3% da população. O país emergente também é o sétimo maior consumidor – China, Estados Unidos e Rússia são os primeiros do ranking.
Saber onde está o problema
Na Nigéria e no Afeganistão, por exemplo, quase a metade da população não tem acesso à eletricidade, segundo dados da entidade. Na Índia, há mais de 300 milhões de pessoas nas mesmas condições, mesmo depois da ampliação das redes elétricas nas últimas décadas.
"O que pode ser medido também pode ser implementado", diz Rachel Kyte, do Banco Mundial. Em um primeiro momento, defende, dados precisam ser coletados e, em seguida, uma solução deve ser encontrada para colocar o objetivo em prática.
Esse também é o ponto de vista de Claudia Kemfert, do Instituto Alemão para Pesquisa Econômica, em Berlim. "Esse é um relatório importante para reconhecer onde sucessos foram alcançados e quais ajustes ainda precisam ser feitos para que a meta principal seja atingida."
Detalhes obscuros
Ainda não está muito claro como exatamente essas pessoas devem ganhar acesso à energia elétrica – que provavelmente não será da forma mais sustentável. Stefan Schleicher, do Centro Wegener para Clima e Mudanças Globais, em Graz, na Áustria, enfatizou em entrevista à DW que a descentralização da distribuição de energia é a melhor estratégia. "Em áreas rurais, a construção de redes de transmissão é completamente inútil." Os países já deixaram a telefonia fixa para começar diretamente com celulares. A mesma coisa pode ser feita no setor de eletricidade, opina.
Claudia Kemfert defende a importância do fornecimento de unidades descentralizadas. "Se uma tecnologia mais moderna como biomassa sustentável e energias renováveis for fornecida, ao invés de antigos geradores a diesel, já é um grande progresso." Depois daria para pensar em uma conexão à rede, adiciona a especialista.
Falta de planejamento
Os cálculos do Banco Mundial mostram que as fontes renováveis geram atualmente 18% da energia em todo o mundo. O alvo é chegar a 36% até 2030. Quanto ao ao quesito organização, Schleicher sente falta de uma abordagem mais clara. "Objetivos devem estar ligados a horários e roteiros. O estudo não aborda muito este aspecto."
Já Kemfert contesta o argumento: "O que o estudo deixa claro é que ainda há um subsídio muito grande de combustíveis fósseis e que há uma necessidade de mudança em direção às energias renováveis", disse em entrevista para a DW.
Ela espera que os outros relatórios sejam publicados nos próximos anos para que haja uma pressão internacional. Mas até mesmo para o Banco Mundial, está claro que centenas de bilhões de dólares adicionais são necessárias a cada ano para atingir o sucesso desejado no setor de eletrificação, eficiência energética e energias renováveis.
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- Publicado em 27 maio 2013
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Investigador da UMinho publica na "Science"
EUA, quinta-feira, 09-05-2013
Ricardo Mendes Ribeiro, do Centro e Dep. de Física, criou em coautoria um dispositivo bidimensional excecional a absorver luz e convertê-la em eletricidade. Projeto inclui ainda dois Nobel e cientistas do Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul, Singapura e Rússia.
Uma equipa internacional, que inclui um investigador da Escola de Ciências da Universidade do Minho, criou um dispositivo bidimensional com uma capacidade "absolutamente excecional" para absorver luz e convertê-la em eletricidade. A investigação acaba de sair na prestigiada revista "Science" e constitui "um novo paradigma na fotodeteção e na energia solar". O projeto inclui Andre Geim e Konstantin Novoselov, ambos Nobel da Física 2010, e junta cientistas das universidades de Manchester (Reino Unido), Minho (Portugal), Freie (Alemanha), Nacional de Seul (Coreia do Sul), Nacional de Singapura (Singapura) e o Instituto de Tecnologia de Microeletrónica (Rússia).
O trabalho apresenta um novo dispositivo com a espessura de um átomo, para aplicar na eletrónica do futuro. Foram montados vários tipos de semicondutores di-calcogéneos num suporte que inclui grafeno e outros materiais bidimensionais. "Este dispositivo tem uma capacidade extraordinária. Por cada 100 fotões de luz, 30 são convertidos em eletricidade, o que o coloca entre os melhores conversores de luz em eletricidade que existem. E também já pode competir com as melhores células solares que se produzem, apesar de ser apenas um protótipo", disse Ricardo Mendes Ribeiro, do Centro de Física da Escola de Ciências da UMinho e coautor do artigo "Strong Light-Matter Interactions in Heterostructures of Atomically Thin Films".
Este dispositivo permitirá gerar energia elétrica de uma forma limpa, com materiais amigos do ambiente, ainda que sejam pequeníssimas quantidades, porque têm espessura atómica. Pode ser montado em muitos tipos de substrato, incluindo flexíveis, como o plástico. "Vai ser possível ter células solares com alta eficiência embutida nas nossas roupas e a carregar os nossos telemóveis", realçou Ricardo Mendes Ribeiro.
O físico português acrescentou que os materiais bidimensionais tornam-se cada vez mais importantes em muitos campos da pesquisa científica, especialmente quando integrados com outros materiais do género. Neste estudo publicado merece destaque o grafeno - um subproduto da grafite, descoberto em 2004 por Gaim e Novoselov -, que é o material mais fino do mundo, muito melhor condutor de eletricidade do que o cobre, 100 a 300 vezes mais resistente do que o aço e com propriedades óticas ímpares. Com este "material-maravilha do século XXI" já se produziram protótipos com aplicações biológicas, ambientais e eletrónicas, entre outras. A União Europeia vai atribuir 500 milhões de euros ao consórcio Graphene Flagship, que junta 600 equipas e em Portugal é liderado pela Escola de Ciências da UMinho.


